Koenig e Ferrarini · Sociedade de Advogados · Novo Hamburgo — RS
/06 Área de atuação — a frente empresarial do escritório
Quando a empresatrabalha para pagar juros,o passivo virou o negócio.
Dívida empresarial não se resolve no impulso, nem se ignora até parar a operação: se gerencia. Diagnóstico do endividamento, revisão dos contratos e reestruturação — com método e discrição. Esta página mostra como, capítulo por capítulo.
Três da manhã. A empresa dorme. Quem a construiu, não.
O negócio de uma vida — e o medo, cada noite, de vê-lo acabar.
O tempo que devia ir para as decisões do negócio hoje se gasta numa única pergunta: como sobreviver mais um mês. E, com o aval assinado, a dívida da empresa passou a morar na casa da família.
A dívida que envelhececusta caro — para o banco.
É a regulação bancária quem diz: quando uma dívida se prolonga em aberto, o banco é obrigado a provisionar — reservar capital próprio para cobrir a perda provável. Dívida antiga parada no balanço custa caro à instituição. É esse custo que abre espaço para acordos com descontos significativos sobre o saldo. Conduzir o tempo da dívida — enquanto se revisa o que foi cobrado além do devido — não é fugir da conta: é técnica jurídica, com hora certa para negociar. Sem julgamento — crédito faz parte da vida de quase toda empresa. A diferença está em quem administra o passivo: a empresa ou ele.
Além dos números
Os sinais aparecem no caixa, mas a causa costuma estar nos contratos: juros acima da média de mercado, encargos acumulados, garantias desproporcionais. É a leitura técnica de cada instrumento que mostra onde há espaço para reequilibrar.
Cada operação é única. O diagnóstico diz o que se revisa, o que se negocia — e em que momento — e o que se discute em juízo.
- 01
A empresa fatura, mas o mês termina comprometido com parcelas e encargos.
- 02
Novos empréstimos pagam empréstimos antigos — a rolagem virou rotina.
- 03
Garantias pessoais dos sócios sustentam dívidas da operação.
- 04
As decisões do negócio passaram a orbitar vencimentos — e não a estratégia.
Diagnóstico
Mapeamos o endividamento completo: contratos, taxas, encargos, garantias, avais e vencimentos. A empresa passa a enxergar o passivo inteiro — muitas vezes pela primeira vez.
Priorização
Nem toda dívida pesa igual. Separamos o que ameaça a operação agora, o que tem excesso a revisar e o que pode esperar — e definimos a ordem de tratamento.
Estratégia
Negociação estruturada com os credores — no momento em que o acordo interessa aos dois lados —, revisão judicial dos contratos com excesso, defesa nas execuções, ou a combinação das três. Conduzir o tempo da dívida é parte da técnica; judicializar é decisão seletiva, não reflexo.
Execução
O plano vira agenda: cada frente com responsável, prazo e próxima etapa, acompanhados com a discrição que o assunto exige. A operação segue rodando enquanto o passivo é tratado.
O que a gestão do passivopode devolver à operação.
Nenhum resultado se promete — cada caso depende dos contratos, das garantias e da prova. O que existe é um método, e três frentes em que ele costuma se traduzir:
Acordos em bases vantajosas
Com o tempo da dívida bem conduzido, o acordo passa a interessar também ao banco — e a renegociação chega com descontos significativos, em parcelas que o caixa suporta.
Fôlego de caixa
Parcelas renegociadas ou revisadas em bases reais devolvem espaço ao caixa — para estoque, folha e produção, e não apenas para encargos.
Patrimônio delimitado
Garantias pessoais, avais e alienações são discutidos nos limites que a lei impõe, na defesa do patrimônio dos sócios e da família.
Uma mesa executiva, várias frentes.
- Revisão de contratos empresariais — capital de giro, conta garantida, cédulas de crédito
- Reestruturação e renegociação de dívidas bancárias
- Defesa em execuções, busca e apreensão e expropriação de garantias
- Discussão de garantias pessoais, avais e alienações fiduciárias
Toda reestruturação começacom um diagnóstico.Traga os números.
A conversa é reservada, direta e sem julgamento — como toda boa reunião de gestão.
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