O que quase ninguém sabe: você não precisa ter tido prejuízo pra ter direito. Ficar sem energia por tempo demais, por si só, já é falha de um serviço essencial — e pode gerar indenização por dano moral. E melhor: na Justiça, quem tem que provar é a concessionária, não você. Ela é que tem os registros técnicos.
Então por que registrar? Porque com protocolo e testemunhas o caso fica mais fácil e mais rápido — e se você teve prejuízo material (comida estragada, aparelho queimado, comércio parado), aí as provas fazem toda a diferença. O prazo é generoso: 5 anos (art. 27 do CDC).
O que fazer AGORA
- Ligue pra distribuidora (telefone, app ou site) e anote o protocolo — é o registro que mais ajuda. Ele mostra quando faltou e quanto demorou.
- Registre também uma reclamação pedindo por escrito quando começou, a causa e quando voltou — a resposta da própria distribuidora vira o registro oficial da duração.
- Cada nova queda, novo protocolo. Uma sequência de protocolos conta a história da falha recorrente melhor que qualquer depoimento.
- Tirou print da tela do app com o registro? Vale também.
Se você teve prejuízo material
Registre e guarde
- Vídeo curto da casa ou comércio no escuro
- Foto da geladeira/freezer com os alimentos estragados — antes de jogar fora
- Foto dos aparelhos que queimaram
- Notas da recompra de alimentos e do conserto dos aparelhos
- Recibos de gastos extras (refeição fora, gelo, gerador)
- Remédio que estragou por falta de refrigeração (foto da embalagem + receita)
Não edite as imagens — o valor delas está em serem cruas e datadas.
O que ainda fortalece o caso
- Testemunhas: anote nome e contato de dois ou três vizinhos; guarde prints do grupo do bairro comentando a falta (mostram data e hora).
- Cobrar a solução formal é OPCIONAL — a Justiça não depende disso. Se quiser tentar antes: ouvidoria da distribuidora e ANEEL (telefone 167 ou site).
Quando falar com a gente
Nenhum guia garante indenização — o valor e o próprio direito dependem da análise do caso concreto, e o dano moral não é automático: exige demonstrar o abalo. O que está ao seu alcance, em poucos minutos, é chegar nessa conversa com a história documentada. Se a falta foi longa ou se repetiu, vale uma análise.